Sem querer comparar o título do texto com a frase “bandido bom é bandido morto”, mas já comparando, cheguei a conclusão que sim, essa frase pode ser verdadeira. Mas não, não levem a comparação tão a sério. O que eu quero dizer é que encontrei uma solução para os políticos tirarem essa fama “ingrata” de que são corruptos: a morte.
Quem nunca prestou atenção que quando alguém morre só falta ser beatificado? “Ah, porque fulano era um pai carinhoso, atencioso, um homem que não mexia com ninguém, era de casa pra o trabalho e do trabalho pra casa”. Vivo, soltavam o verbo contra o coitado do fulano. Se ninguém percebeu ainda, só pode ser muito desligado. Bem, passando pra o lado da política e utilizando-me desse argumento, acho que a morte é a verdadeira solução pra esses sujeitos. Se eu fosse Maluf eu forjava meu assassinato. FHC então, jogava-me contra um trem em movimento.
Sabe quem tem sorte? Tancredo Neves. Sim, sim. Esse cara se tornou um símbolo para o Brasil. O herói que o Brasil não teve o privilégio de ver atuando, mas virou herói porque morreu. Prova disso foi o coitado do vice dele, o José Sarney. Que pena. Assumiu a Presidência da República e foi execrado pela sociedade no fim do seu governo. Agora, será que o Tancredo era realmente tão bom assim e ia fazer diferente do que fez o Sarney? Podia ser que sim, podia ser que não. Já pensou se ele fosse pior que o Sarney? Nossa, coitado de nós. Já somos escassos de heróis e ainda perderíamos mais um. Mas graças a Deus, pra nós e pra Tancredo, o mesmo morreu.
Pra realmente confirmar meu raciocínio, lembram de Getúlio Vargas? Acredito que sim. Getúlio se matou por pressões externas e internas. Sabe qual era uma dessas pressões internas? O “pai dos pobres”, o “santo dos trabalhadores” foi traído por seus “filhos”. O povo se voltou contra Getúlio e este, sentindo-se apunhalado pelas costas, não agüentou o martírio e subiu aos céus pelas próprias mãos, com um tiro no peito. Reação da população? Nunca se viu um mar de lágrimas tão grande naquele 24 de agosto de 1954. Desespero. Comoção. Até hoje Getúlio é lembrado como um grande político, um grande líder, estadista, pai dos pobres, etcétera e tal. Acho que o Collor ia ser lembrado de uma forma diferente se tivesse morrido de forma semelhante, ou forjado um acidente, sei lá.
Queria que algum político que estivesse com a imagem meio manchada lesse isso. Ele poderia se interessar.
Alguém pode enviar esse meu texto ao ACM?